domingo, 12 de dezembro de 2010

Castles burning



Old man lying by the side of the road
With the lorries rolling by,
Blue moon sinking from the weight of the load
And the building scrape the sky,
Cold wind ripping down the allay at dawn
And the morning paper flies,
Dead man lying by the side of the road
With the daylight in his eyes.

Don't let it bring you down
It's only castles burning,
Find someone who's turning
And you will come around.

Blind man running through the light of the night
With an answer in his hand,
Come on down to the river of sight
And you can really understand,
Red lights flashing through the window in the rain,
Can you hear the sirens moan?
White cane lying in a gutter in the lane,
If you're walking home alone.

Don't let it bring you down
It's only castles burning,
Just find someone who's turning
And you will come around.

Don't let it bring you down
It's only castles burning,
Just find someone who's turning
And you will come around.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nomes Completos

Não gosto de nomes completos.
Eles não parecem
Sinceros.

Vinte e pouquinhos

Seguramente tudo está um pouco frio.
Seguramente.
Eu já estive.
Num lugar mais... agasalhante.

Meus sonhos são de neon.
Como faço para ganhar dinheiro?
Quero voltar para
o neon.

Tristeza,
por favor vá embora.
Gracinha.

É um caminho semi-aberto
Semi-aorta.
Semi-árido.

Preciso montar um organograma
mas para isso não presto.
Preciso desenhar um futuro.

Por que não rasgar tudo?

Rasgar rasgar rasgar ragsra

Vai passar fome? Não é mais CRIANÇA.

Deseje-me sorte

Deseje-me sorte
Sou um turbilhão de notícias ainda não verbalizadas
Sim, deseje-me sorte.

Me siento solo - Adanowsky



"Me siento solo,
abandonado,
no deseado;
quiero ser otro.

Pero en el fondo
siempre lo pienso:
“siempre fui amado,
acompañado”.

¿Por qué me siento así,
si todo brilla en sí?
Me quiero ir de aquí,
lejos de mí.

Intento curarme,
solo amarme,
pero nada lo cambia,
vivo con rabia.

A veces me quiero,
a veces me odio,
pero hoy hasta es tan obvio:
“Quiero ser otro”.

¿Por qué me siento así,
si todo brilla en sí?
Me quiero ir de aquí,
lejos de mí."

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Poeta do Castelo (1959) - Manuel Bandeira tossindo, bebendo leite e caminhando pelo Rio



Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar a volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdad e Cusco
Quero quero
Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Canção IX - Hilda Hilst

"Tenho meditado e sofrido

Imanada nesse corpo e seu

Aquático jazigo

Pensando

Que se a mim não deram

Esplêndida beleza

Deram-me a garganta

Esplandecida

Palavra de ouro

A canção imantada

O sumarento gozo de cantar

Iluminada

Pungida

E te assustas do meu canto

Tendo-me a mim

Presa, estiva e exata

Apenas tu

Dionísio

É que recusas

Ariana suspensa nas tuas asas"